sábado, 21 de junho de 2008

longe da sanidade....perto do fim!


quase deixo sentir a brisa a roçar-me no rosto...

quase deixo passear a lágrima pelo rosto e baloiçar no canto do queixo...

quase deixo sentir a ternura da loucura...

quase deixo tomar por certo o passado não gozado...

quase deixo pairar as palavras que me esvoaçam...

quase deixo sair o que nunca me entrou...

a sanidade...


Longe da sanidade

Próxima do fim

4 comentários:

João Paz Teixeira disse...

Olha-me de frente, de relance aos doentes,
Aos pobres e famintos de Amor, como eu!
Olha-me e diz-me o que vês, no ambar que me percorre
Na fome que me escorre, pelas costas do meu Mundo,
O teu Amor, sentido numa dor profunda!

Porque sou eu, em terras para lá do Mar,
Julgando-me civilizado por voltar a amar...
Sou eu despojado dessa vontade e dessa habilidade,
O feliz que em mim deseja, foi no leme desse barco,
Partiu-se em tempestades, porque somos nós...famintos desse Mundo...

Incapazes de sorver esse Amor de uma só vez,
Etiopes, subnutridos pela Humanidade de Amanhã,
Sós e Nós...abandonados neste deserto triste...
Entregues à sorte...ser amado quando já nada Existe...

Em nós! Tudo malhado pela chuva grossa,
Que nos fustigou em tempos descorridos,
Em noites escuras, sem ninguem por perto...sem um amigo!
Agora mantemos o chapéu aberto, no tórrido Sol de Verão,
Ridiculos Homens e Mulheres descontextualizados da razão!

Felizes por voltar a amar...numa felicidade só nossa!
Perdemos a expressão de nós mesmos,
Nem que nos atropelasse, numa debandada de Amor,
Florestas Húmidas cheias de energia e fervor, ainda assim...
Nós seriamos Nós! Ridiculos, fora de tempo...cheios de Nós mesmos!

Que nojo que em mim me mete! Esta incapacidade de subtrair,
De esquecer a infelicidade pontual e viver o dia em unissono,
Gritar ao dia como somos Nós felizes...cheios de Amor
para expressar e dar e receber e vender, se for lucrativo?!
Somos Nós cheios de chuva e vento e tempestades mortas,
Dentro de nós o putrefacto aroma da nossa Morte Sentimental!

Hirtos, experientes, não voltaremos a quebrar ao vento,
Repetimos estas verdades, seremos menos Nós Felizes...
Mais Nós Humanos de Amanhã cheios do Nada que nos corrompe,
Cheios de Nós mesmos, longe das nuvens crueis de Ontem e Hoje,
Fora de tempo, Somos Nós Ridiculos na nossa expressão mais pequena....


Vamos então marcar Prima...teria todo o gosto em partilhar o meu hobbie com o teu talento...beijinhos

Vieira Calado disse...

Andei por aqui a dar uma volta.

O blog é variado e interessante.

Bom fim de semana.

Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

quase
e a lágrima não passou
e
um sorriso aflorou
e
o dia despontou

obrigada!

boa semana!

;)

© Piedade Araújo Sol disse...
Este comentário foi removido pelo autor.