domingo, 25 de novembro de 2012

a saudade fratura-me a vontade de desejar apenas o que é



o que em ti é estranheza para mim,  faz-me martelar em forma de indagações reiteradas com finitude longínqua, mas faz-me, também, palpitar e prolongar-me o entusiasmo e o desejo retumbante.

 o tempo não perdoa, mesmo que supliquemos que espere um pouco, que se retenha um pouco, que nos permita comprazer com o que não temos sempre. o tempo é constante, mas  a saudade por ti - há quem diga, a saudade de nós próprios, o amor-próprio, quando junto a outro - nega-me esta constante e fica a perceção de ab initio do infinito. 
a saudade deixa-me suspensa no que foi, no que queria que fosse, no que deveria ter sido. a saudade fratura-me a vontade de desejar apenas o que é.

sempre preferi esta angústia dilacerante, porque me permite ter esperança. esperança do quê, não sei. nunca soube. talvez, esperança de continuar a sentir o palpitar, o entusiasmo e o desejo retumbante,  ad ephesios.

7 comentários:

©efeneto disse...

Gostei da sua visita, tenho que voltar aqui para a ler...

©efeneto disse...

Gostei da sua visita, tenho que voltar aqui para a ler...

© Piedade Araújo Sol disse...

a saudade não tem de ser dolorosa, pode ser terna...

obrigada!

;)

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

passando para agradecer a visita carinhosa e como gostei de tudo o que li aqui, estou seguindo para voltar mais vezes.


Um beijinho com carinho
Sonhadora

Anónimo disse...

Tinha saudades de te ler…

Anónimo disse...

Tinha saudades de te ler…

Ana Cristina Gomes disse...

Palavras bonitas :)